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Admirável mundo novo: Telecom

Admirável mundo novo: Telecom

Admirável mundo novo: Telecom

É inegável que é a habilidade em superar problemas que nos dá impulso para prosperar. Assim, quero hoje tratar de uma observação que tenho feito, de formas diferentes e em circunstâncias variadas, sobre as perdas e ganhos que todos enfrentamos ao buscar soluções para este mundo de tamanha complexidade, vamos aos fatos.

Existe forte demanda para profissionais altamente qualificados, uma pequena procura para profissionais qualificados, e daí para baixo, não existe mais nada economicamente digno. Para piorar ainda mais, a imensa maioria dos excluídos (PF ou PJ) por baixa qualificação técnica, enfrenta competição cada vez mais feroz “brigando” quase que exclusivamente por preço.

Contrariamente temos profissionais extremamente bem pagos, trabalhando em mercados com altas taxas de crescimento denominados “mercados estrela”, pelo prestigiado Boston Consulting Group, criador da sempre útil Matriz BCG. Neste exato momento é possível ver a olhos nus a multiplicação do capital, bem como sua concentração em velocidades absurdas. No segmento de telecomunicações, por exemplo, temos negócios pequenos, porém com alta capacidade de pivotar, fazendo fortunas com um notebook… sacou? Capisce?

A primeira vez que ouvi o termo pivotar confesso que não sabia o que era, mas logo compreendi que se referia a capacidade que uma startup deve ter para girar e observar as oportunidades sem perder o foco em sua competência central (core). Esse é o conceito do pivot em uma startup: girar em outra direção e testar novas hipóteses, mas mantendo sua base para não perder a posição já conquistada. Os leigos podem pensar e daí?

Vou dizer para que isso serve na prática: toda empresa tem um ciclo de vida, assim como nós humanos, empresas nascem, crescem, se estabilizam, declinam e morrem. Porque uma empresa morre? A maior causa de falências das boas empresas é justamente por não saberem pivotar não olham em volta, não se dedicam a desenvolver projetos de inovadores, ao mesmo tempo em que melhoraram ainda mais seus pontos fortes.

É isso que mata as oportunidades de ouro, a busca de segurança apoiando-se em uma lógica de comportamento compulsivo. Em 1932, Aldous Huxley, apontava no clássico Brave New World (admirável mundo novo) desenvolvimentos em tecnologia reprodutiva, de manipulação psicológica e condicionamento clássico, que se combinariam para mudar profundamente a sociedade. Esse é o nosso agora. E se sofremos em compaixão aos que não querem, ou não podem compreender, também a que se observar que pivotar é preciso! Marcelo Prates é consultor empresarial

Texto de Marcelo Prates
Franqueado NexB de Araçatuba/SP
Texto publicado no jornal Folha da Região – Araçatuba/SP, 10 de dezembro de 2020